PT1604065E - Método de reparação de uma ancoragem de carril de caminho de ferro sobre uma travessa de madeira e enxerto utilizado para a aplicação deste método - Google Patents
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Description
1
DESCRIÇÃO
MÉTODO DE REPARAÇÃO DE UMA ANCORAGEM DE CARRIL DE CAMINHO DE FERRO SOBRE UMA TRAVESSA DE MADEIRA E ENXERTO UTILIZADO PARA A APLICAÇÃO DESTE MÉTODO
[0001] A presente invenção diz respeito a um método de reparação de uma ancoragem de carril de caminho de ferro sobre uma travessa de madeira. A invenção refere igualmente um enxerto utilizado para a aplicação deste método.
[0002] Os carris de caminho de ferro são fixados a travessas de madeira através de tira-fundos metálicos.
[0003] Ao longo do tempo, a humidade infiltra-se entre certos tira-fundos e travessas, vindo degradar as zonas da madeira nas quais estes tira-fundos são ancorados. O resultado disso é a aparição de folga entre os tira-fundos e as travessas, isto diminui a fixação dos carris. Esta folga é acentuada pelos constrangimentos transmitidos pela passagem dos comboios, tornando obrigatório a reparação das travessas.
[0004] Um método conhecido de reparação de uma travessa de madeira consiste em retirar o tira-fundo interessado, fresar o orifício de recepção deste tira-fundo, colocar, com colagem, um cilindro de madeira que vem preencher este orifício fresado e, uma vez a colagem feita, furar este cilindro para readaptar um buraco de recepção do tira-fundo .
[0005] Este método tem por inconveniente ser relativamente longo e difícil a aplicar. Necessita em especial de várias operações separadas no tempo para poder apertar o tira-fundo de acordo com o binário de aperto necessário.
[0006] É igualmente conhecido um método que consiste em retirar o tira-fundo interessado, colocar uma cavilha ou um enxerto helicoidal no orifício a tratar, e de seguida aparafusar de novo o tira-fundo na cavilha ou no enxerto, reformando assim uma zona sólida de ancoragem do tira-fundo .
[0007] Este método tem por inconveniente não permitir remediar à deterioração da madeira, que prossegue no caso de novas infiltrações. Além disso, a fixação obtida é mais ou menos sujeita a caução no caso de travessa fortemente degradada.
[0008] Além disso, é conhecido pelo documento GB-A-i 459 87 5 um método de reparação de uma ancoragem de caril de caminho de ferro sobre uma travessa em madeira que compreende as etapas que consistem em: 2 - retirar o tira-fundo interessado; - utilizar um enxerto tubular, com estrutura gradeada, apta a ser introduzida no orificio a tratar para tomar apoio contra a parede da travessa e permitir uma tomada de apoio do tira-fundo contra ele, a fim de possibilitar uma recolocação do tira-fundo por aparafusamento; - colocar este enxerto no orifício a tratar; - depositar no orifício a tratar um produto fluido que endurece, capaz, antes do endurecimento, de fluir nas fibras da madeira; - aparafusar de novo o tira-fundo de maneira a esmagar o enxerto entre este tira-fundo e a parede do orifício, fazendo assim fluir o referido produto fluido que endurece em redor deste tira-fundo e através do enxerto.
[0009] 0 enxerto de acordo com o documento anterior tem por inconveniente não permitir, no caso de orifício alargado ou dilatado sob o efeito dos constrangimentos transmitidos pelo tira-fundo, de colocar vários enxertos adaptados ao diâmetro ou a forma deste orifício. Além disso, este enxerto conhecido anteriormente aparece relativamente difícil de afundar no orifício e é susceptível de esmagar-se no fundo do orifício, enquanto que é essencial que o enxerto seja presente e eficaz no fundo deste orifício. O enxerto conhecido apresenta além disso um risco de deslocação para o fundo da bainha aquando do aparafusamento do tira-fundo, provocando uma obstrução do enxerto no fundo da bainha que vem obstruir ou impedir o aperto completo do tira-fundo.
[0010] A presente invenção visa remediar estes inconvenientes.
[0011] 0 Seu objectivo é por conseguinte providenciar um método de reparação de uma ancoragem de carril de caminho de ferro sobre uma travessa de madeira que permite realizar uma fixação fiável e perene de tira-fundo que apresenta folga, e sendo no mesmo tempo rápido e fácil a levar a cabo.
[0012] 0 método a que o invento se refere compreende as etapas conhecidas que consistem em: - retirar o tira-fundo interessado; - utilizar um enxerto apto a ser introduzido no orifício a tratar para tomar apoio contra a parede da travessa e permitir uma tomada de apoio do tira-fundo contra ele, a fim de possibilitar uma recolocação do tira-fundo por aparafusamento; - colocar este enxerto no orifício a tratar; 3 - depositar no orifício a tratar um produto fluido que endurece, capaz, antes do endurecimento, de fluir nas fibras da madeira; - aparafusar de novo o tira-fundo de maneira a esmagar o enxerto entre este tira-fundo e a parede do orifício, fazendo assim fluir o referido produto fluido que endurece em redor deste tira-fundo e através do enxerto.
[0013] De acordo com a invenção, o método compreende além disso as etapas que consistem em: - utilizar pelo menos um enxerto de forma de porção longitudinal peritubular de tubo, nomeadamente meio-tubular, tendo um comprimento ligeiramente inferior ao comprimento do orifício a tratar e compreendendo orifícios que a atravessam, que metem em comunicação a sua face côncava e a sua face convexa; e - colocar este ou estes enxertos no orifício a tratar de modo que a face convexa de cada enxerto seja virada do lado da parede da travessa e que a face côncava de cada enxerto seja virada para o eixo do orifício.
[0014] O método de acordo com a invenção utiliza assim um ou vários enxertos que permitem reconstituir uma parede na qual pode penetrar a rosca do tira-fundo quando este tira-fundo está a ser aparafusado de novo, e que permite por conseguinte ao tira-fundo progredir para o fundo do orifício quando é aparafusado, e mesmo quando o orifício foi alargado ou dilatado sob o efeito dos constrangimentos transmitidos à travessa pelo tira-fundo. É, com efeito, essencial, para a realização de uma boa ancoragem do carril, que o tira-fundo não só seja firmemente fixado na travessa mas sobretudo que se encontra muito perto do carril; a colocação de um ou vários enxertos de acordo com a invenção, sobrepostos ou justapostos, permite sempre reposicionar o tira-fundo ao contacto do carril, estendendo assim no máximo a superfície de contacto do tira-fundo com o carril.
[0015] 0 método de acordo com a invenção permite além disso assegurar-se de que os enxertos .são bem introduzidos no fundo da bainha, e eliminar qualquer risco de obstrução a nível deste fundo aquando do aparafusamento do tira-fundo. Uma vez o ou os enxertos metidos, é assim sempre possível aparafusar correctamente o tira-fundo para provocar um fluxo suficiente do produto fluido que endurece entre o ou os enxertos e a travessa. Este fluxo permite uma distribuição homogénea deste produto fluido que endurece em redor do tira-fundo, de modo que este produto vem efectivamente tapar as cavidades, fissuras e outras rachas que resultam da degradação da madeira e vem, além disso, colmatar perfeitamente o interstício entre o tira-fundo e a 4 travessa após aperto completo deste tira-fundo.
[0016] 0 método de acordo com a invenção permite apertar imediatamente o tira-fundo de acordo com o binário de aperto necessário, geralmente 12 a 15 m.kg, sem corte da via, de reconstituir a rosca do tira-fundo para a obtenção de uma ancoragem perfeitamente sólida do tira-fundo na travessa, e de perfeitamente prevenir todas as infiltrações de água, e isto, por operações simples e rápidas a aplicar, imediatamente e sucessivas umas das outras.
[0017] A difusão do produto fluido que endurece na madeira permite sanear esta madeira e torná-la hidrófoba, conferindo à travessa maior longevidade.
[0018] 0 referido produto fluido que endurece pode nomeadamente ser uma resina polimerizável, e em especial uma resina epóxida, eventualmente carregada para apresentar uma consistência pastosa.
[0019] Este método pode compreender uma etapa de introdução do enxerto no orifício a tratar através de um mandril, se for necessário para a colocação deste enxerto em profundidade neste orifício.
[0020] 0 método pode compreender uma etapa de orientação angular do enxerto no orifício a tratar a fim de permitir dispor este enxerto da maneira mais adequada neste orifício, em função da posição do carril ou em função das zonas degradadas da travessa.
[0021] A invenção refere-se igualmente a um enxerto tal como foi definido para a reivindicação 5.
[0022] No caso da utilização de vários enxertos num mesmo orifício, é possível ligar estes enxertos por uma ou várias ligações que permitem manter estes enxertos numa posição relativa desejada.
[0023] A colocação dos enxertos no orifício é assim facilitada.
[0024] Este enxerto é preferivelmente realizado numa matéria sintética moldada, e a ou as referidas ligações podem ser realizadas sob a forma de junções ou pontes de matéria sintética resultantes de moldagem com os enxertos.
[0025] Cada enxerto compreende vantajosamente orifícios dispostos em camada sobre o seu comprimento, permitindo uma difusão homogénea do produto fluído que endurece a través dele.
[0026] 0 enxerto pode igualmente compreender nervuras sensivelmente transversais, fazendo projecção da sua face convexa.
[0027] Estas nervuras favorecem o engate do enxerto à parede da travessa aquando do aparafusamento do tira-fundo e 5 permitem delimitar entre elas ranhuras que desembocam lateralmente, e que orientam lateralmente o produto fluido que endurece aquando do fluxo deste produto e que contribuem assim para permitir uma difusão homogénea deste produto.
[0028] 0 enxerto pode além disso compreender ranhuras internas arranjadas a partir da sua face côncava, formando urna roscagem prévia de recepção da rosca do tira-fundo. Estas ranhuras são vantajosamente deslocadas longitudinalmente em relação às referidas nervuras.
[0029] 0 enxerto pode igualmente compreender meios que permitem que se agarre a um instrumento, este instrumento sendo utilizado para realizar a orientação angular supracitada do enxerto no orifício a tratar. Estes meios podem compreender um entalhe feito a nível da parte do enxerto situada na parte superior quando este enxerto é colocado no orifício a tratar, e uma depressão correspondente formada sobre o referido instrumento, vindo colocar-se neste entalhe quando o instrumento é introduzido no orifício a tratar.
[0030] Este instrumento pode nomeadamente ser o mandril supracitado.
[0031] 0 enxerto pode igualmente compreender uma extremidade situada na parte inferior quando este enxerto é introduzido no orifício a tratar, apresentando uma forma alargada, especialmente em porção de círculo, e preferivelmente cónica, capaz de vir obturar parcialmente pelo menos o furo inferior do orifício a tratar, quando este orifício é de passagem.
[0032] Esta extremidade alargada permite evitar uma fuga demasiado importante do produto fluido que endurece aquando do aparafusamento do tira-fundo.
[0033] Cada enxerto pode igualmente compreender nervuras colocadas sobre a parte superior da sua face convexa, para impedir a sua rotação aquando do aparafusamento do tira-fundo.
[0034] A invenção será bem compreendida, e outras caracteristicas e vantagens desta aparecerão, em referência ao desenho esquemático anexado, este desenho representando, a título de exemplo não limitativo, uma forma de realização preferida de um enxerto utilizado para a aplicação do método em questão. A figura 1 é uma vista em corte de um carril de caminho de ferro e de uma travessa de madeira sobre a qual este carril é montado, e mostra dois tira-fundos que permitem a fixação deste carril sobre esta travessa; as figuras 2 a 5 são vistas do enxerto supracitado, 6 respectivamente de face sobre um lado, do lado, em corte de acordo com a linha IV-IV da figura 2 e de face do lado oposto à vista de acordo com a figura 2, e as figuras 6 a 10 são vistas parciais, similares à figura 1, do carril e da travessa, durante cinco etapas sucessivas da aplicação do método supracitado.
[0035] A figura 1 representa um carril de caminho de ferro 1 montado sobre uma travessa 2 em madeira, e dois tira-fundos 3 que permitem a fixação deste carril 1 sobre esta travessa 2.
[0036] Na sequência de infiltrações de água entre os tira-fundos 3 representados sobre a esquerda da figura 1 e a travessa 2, este tira-fundo 3 acusa uma folga, e é necessário reparar a travessa 2 a fim de assegurar de novo uma perfeita fixação deste tira-fundo 3 na travessa 2.
[0037] Esta reparação é realizada utilizando o enxerto 5 mostrado mais particularmente nas figuras 2 a 5 e empregando o método cujas cinco etapas sucessivas são ilustradas nas figuras 6 a 10.
[0038] Em referência às figuras 2 a 5, nota-se que o enxerto 5 apresenta uma forma geral sensivelmente meio-tubular, tendo uma porção 5a de diâmetro constante e uma porção 5b que vai alargando-se desde a zona mediana do enxerto 5 em direcção de uma extremidade 5c deste enxerto.
[0039] Nota-se na figura 7 que o enxerto 5 é destinado a ser introduzido no orifício 15 que recebe o tira-fundo 3 a tratar. A extremidade 5c é aquela que é destinada a ser colocada ao nível superior quando o enxerto 5 é colocado neste orifício 15, e o alargamento da porção 5b permite ao enxerto 5 ser bloqueado no orifício 15 e ao mesmo tempo adaptar-se à forma dilatada que apresenta a parte superior do orifício 15 para receber a parte dilatada 3a que oferece o tira-fundo 3 entre a sua parte rosqueada 3b e uma parte cilíndrica 3c introduzida através do orifício do carril 1.
[0040] 0 enxerto 5 tem um comprimento ligeiramente inferior ao comprimento do orifício 15 de modo que este enxerto se estende, uma vez colocado neste orifício, sobre a maior parte do comprimento deste orifício.
[0041] O enxerto 5 compreende quatro orifícios 6 dispostos em andares sobre o seu comprimento, pondo em comunicação a sua face côncava 5d e a sua face convexa 5e. Compreende igualmente ranhuras inclinadas 7, regularmente repartidas, dispostas ao nível da sua face côncava 5d, e uma alternância de nervuras 8 e de ranhuras 9, igualmente inclinadas e regularmente repartidas, 7 dispostas ao nível da sua face convexa 5e.
[0042] As nervuras 8 e ranhuras 7, 9 são dispostas de acordo com um passo que corresponde sensivelmente ao passo da rosca dos tira-fundo 3. Como mostrado na figura 10, as ranhuras 7 são destinadas a receber a rosca dos tira-fundo 3 e, como mostrado na figura 7, as nervuras 8 são destinadas a vir em contacto com a roscagem feita originalmente na madeira da travessa 2 aquando da primeira colocação do tira-fundo 3.
[0043] Na sua extremidade 5c, o enxerto 5 compreende um entalhe 10 que delimita uma parede 11 orientada substancialmente de maneira axial, a qual forma um meio de tomada de apoio que permite ligar em rotação o enxerto 5 e um mandril 16 de introdução/orientação que pode ser utilizado aquando da colocação deste enxerto. Este mandril 16, visível na figura 8, compreende uma depressão que pode ser recebida neste entalhe 10 e tomar apoio contra a parede 11.
[0044] Na sua extremidade 5f oposta à extremidade 5c, o enxerto 5 compreende uma porção alargada 12, de forma parcialmente circular e cónica quando vista lateralmente. Como mostrado mais particularmente na figura 7, esta porção 12 é apropriada a vir obturar parcialmente pelo menos a abertura inferior 15a do orifício 15 quando este orifício é de passagem.
[0045] O enxerto 5 é realizado numa matéria sintética moldada corrente.
[0046] Na prática, o tira-fundo 3 a tratar é retirado (ver figura 6) e seguidamente o enxerto 5 é colocado no orifício 15 de modo que a face convexa 5e deste enxerto se coloque contra a parede da travessa 2 e que a face côncava 5d deste enxerto seja virada para o eixo do orifício 15 (ver figura 7} . Se necessário, o enxerto 5 é metido no orifício 15 através do mandril 16 e/ou é orientado de modo angular, igualmente através deste mandril 16, em função da posição do carril 1 ou em função das zonas degradadas da travessa 2 (ver figura 8).
[0047] Um produto pastoso que endurece 17 é então depositado no orifício 15 através de um dispositivo de injecção 18 à cânula 19 (ver figura 9), nomeadamente uma resina epóxida, depois o tira-fundo 3 é aparafusado de novo. Este aparafusamento esmaga o enxerto 5 entre o tira-fundo 3 e a parede do orifício 15, fazendo assim fluir o produto 17 em redor deste tira-fundo 3 e entre o enxerto 5 e esta parede, através dos orifícios 6, nas cavidades, fissuras e outras rachas que resultam da degradação da madeira (ver figura 10). 8 [0048] 0 enxerto 5 permite assim reconstituir uma parede na qual pode penetrar a rosca do tira-fundo 3 quando este tira-fundo é aparafusado de novo, e permite por conseguinte ao tira-fundo 3 progredir para o fundo do orifício 15 quando é aparafusado. 0 tira-fundo 3 pode por conseguinte, desta maneira, provocar o fluxo do produto 17, que vem tapar as referidas cavidades, fissuras e rachas, e vem perfeitamente colmatar o interstício entre o tira-fundo 3 e a travessa 2 após aperto completo deste tira-fundo.
[0049] A extremidade 12 permite evitar uma fuga demasiado importante do produto 17 aquando do aparafusamento do tira-fundo 3, e as ranhuras 9 guiam lateralmente o produto 17, contribuindo assim para permitir uma difusão homogénea deste produto.
[0050] Como se pode ver na base da descrição acima feita, a invenção proporciona um método de reparação de uma ancoragem de carril de caminho de ferro sobre uma travessa de madeira que apresenta, em relação aos sistemas homólogos da técnica anterior, as vantagens determinantes de permitir reconstituir uma ancoragem perfeitamente sólida do tira-fundo 3 na travessa 2, de permitir apertar imediatamente o tira-fundo de acordo com o binário de aperto necessário, e de permitir prevenir perfeitamente todas as novas infiltrações de água, e isto, por operações simples e rápidas a aplicar, imediatamente sucessivas umas das outras.
[0051] É evidente que a invenção não é limitada à forma de realização descrita acima a título de exemplo mas estende-se a todas as formas de realização cobertas pelas reivindicações aqui anexadas.
Lisboa, 2 de Outubro de 2006
Claims (15)
- 9 REIVINDICAÇÕES 1. Método de reparação de uma ancoragem de caril de caminho de ferro (1) sobre uma travessa em madeira (2), esta ancoragem sendo realizada por meio de um tira-fundo (3), que compreende as etapas que consistem em ; retirar o tira-fundo (3) interessado; - utilizar um enxerto (5) capaz de ser introduzido no orifício (15) a tratar para tomar apoio contra a parede da travessa (2) e permitir uma tomada de apoio do tira-fundo (3) contra ele, a fim de possibilitar uma recolocação do tira-fundo (3) por aparafusamento; - colocar este enxerto (5) no orifício (15) a tratar; - depositar no orifício (15) a tratar um produto fluido que endurece (17), capaz, antes de endurecimento, a fluir nas fibras da madeira; - aparafusar de novo o tira-fundo (3) de maneira a esmagar o enxerto (5) entre este tira-fundo (3) e a parede do orifício (15), fazendo assim fluir o referido produto fluido que endurece (17) em redor deste tira-fundo (3) e através do enxerto (5); método caracterizado por compreender além disso as etapas que consistem em: - utilizar pelo menos um enxerto (5) na forma de uma porção longitudinal peritubular de tubo, nomeadamente meio-tubular, tendo um comprimento ligeiramente inferior ao comprimento do orifício (15) a tratar e compreendendo orifícios (6) que o atravessam, e que metem em comunicação a sua face côncava (5d) com a sua face convexa (5e); e colocar este ou estes enxertos (5) nos orifícios (15) a tratar de modo que a face convexa (5e) de cada enxerto (5) seja virada do lado da parede da travessa (2) e que a face côncava (5d) de cada enxerto (5) seja virada para o eixo do orifício (15).
- 2.. Método de acordo com a reivindicação 1, caracterizado por o produto fluido que endurece (17) utilizado ser uma resina polimerizável, em especial uma resina epóxida, eventualmente carregada para apresentar uma consistência pastosa.
- 3. Método de acordo com a reivindicação 1 ou a reivindicação 2, caracterizado por compreender uma 10 etapa de afundamento do enxerto (5) no orifício (15) a tratar através de um mandril (16) .
- 4. Método de acordo com uma das reivindicações 1 a 3, caracterizado por compreender uma etapa de orientação angular do enxerto (5) no orifício (15) a tratar a fim de permitir dispor este enxerto (5) da maneira mais adequada neste orifício (15).
- 5. Enxerto (5) destinado à reparação de uma ancoragem de carril de caminho de ferro sobre uma travessa de madeira pelo emprego do método de acordo com uma das reivindicações 1 a 4, o referido enxerto (5) sendo na forma de uma porção longitudinal peritubular de tubo, nomeadamente meio-tubular, compreendendo orifícios (6) que o atravessam, destinados a pôr em comunicação a sua face côncava (5d) com a sua face convexa (5e) e apresentam um comprimento predeterminado tal que este comprimento seja ligeiramente inferior à profundidade do orifício (15) da travessa a tratar.
- 6. Enxerto (5) de acordo com a reivindicação 5, caracterizado por cada enxerto (5) ser realizado numa matéria sintética moldada.
- 7. Enxerto (5) de acordo com a reivindicação 5 ou a reivindicação 6, caracterizado por compreender orifícios (6) sobrepostos sobre o seu comprimento.
- 8. Enxerto (5) de acordo com uma das reivindicações 5 a 7, caracterizado por compreender nervuras (8) sensivelmente transversais, fazendo projecção a partir da sua face convexa.
- 9. Enxerto (5) de acordo com uma das reivindicações 5 a 8, caracterizado por compreender ranhuras internas (7) arranjadas a partir da sua face côncava (5d).
- 10. Enxerto (5) de acordo com a reivindicação 9, caracterizado por as ranhuras (7) serem deslocadas longitudinalmente em relação às referidas nervuras (8).
- 11. Enxerto (5) de acordo com uma das reivindicações 5 a 10, caracterizado por compreender meios (10, 11) que permitem o seu agarrar a uma ferramenta (16) , esta ferramenta (16) sendo utilizada para realizar uma orientação angular do enxerto (5) no orifício (15) a tratar.
- 12. Enxerto (5) de acordo com uma das reivindicações 5 a 11, caracterizada por compreender uma extremidade (5f) situada no nível inferior quando este enxerto (5) é introduzido no orifício (15) a tratar, apresentando uma forma alargada, nomeadamente em porção de circulo, e preferivelmente cónica, capaz de vir obturar parcialmente pelo menos o orifício inferior (15a) do orifício (15) a tratar, quando este orifício (15) é de passagem.
- 13. Enxerto (5) de acordo com uma das reivindicações 5 a 12, caracteri zado por cada enxerto compreender nervuras colocadas sobre a parte superior da sua face convexa, capaz de impedir a sua rotação aquando do aparafusamento do tira-fundo.
- 14. Enxerto (5) de acordo com uma das reivindicações 5 a 13, caracteri zado por apresentar uma porção (5a) de diâmetro constante e uma porção (5b) que vai alargando-se desde a zona mediana do enxerto (5) em direcção de uma extremidade (5c) deste enxerto.
- 15. Conjunto compreendendo vários enxertos (5) de acordo com uma das reivindicações 5 a 14, caracterizado por estes enxertos serem ligados por uma ou várias ligações que permitem manter estes enxertos numa posição relativa desejada. Lisboa, 2 de Outubro de 2006
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